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União Europeia está a tornar-se monolingue

Nota de Imprensa | 2015-05-21

A decisão do Tribunal de Justiça Europeu, em maio de 2015, que decidia contra a queixa da Espanha relativamente à natureza discriminatória do processo unificado de patentes, aponta para a lenta mas óbvia tendência de que a UE está a tornar-se monolingue.

União Europeia está a tornar-se monolingue

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A decisão do Tribunal de Justiça Europeu(1), em maio de 2015, que decidia contra a queixa da Espanha relativamente à natureza discriminatória do processo unificado de patentes, aponta para a lenta mas óbvia tendência de que a UE está a tornar-se monolingue.
A Espanha alegou, e com razão, que o novo sistema de proteção de patentes é discriminatório, uma vez que as patentes devem ser entregues em Inglês, Francês ou Alemão de forma a serem adequadas – excluindo os cidadãos da UE que não falem nenhuma dessas línguas. A sua reclamação foi rejeitada a 6 de maio.
O processo não é recente. A Convenção sobre a Patente Europeia (CPE) foi assinada em Munique a 5 de outubro de 1973 e entrou em vigor a 7 de outubro de 1977. Mesmo então, as línguas oficiais eram o Inglês, o Francês e o Alemão.
O motivo para a recente mudança no processo de patentes, apoiada pela Bélgica, a Repúblico Checa, a Dinamarca, a Alemanha, a França, o Luxemburgo, a Holanda, a Suécia e o Reino Unido (mas nenhum dos outros Estados-Membro da UE) é o custo e o tempo necessário para a tradução das patentes.
Não tem em conta o custo e tempo imposto aos cidadãos da UE que não falam Inglês, Francês ou Alemão para a tradução dos seus pedidos de patentes para uma dessas línguas.
De acordo com os dados mais recentes relativos à tradução (2012) para a Comissão Europeia (2), a percentagem mais elevada de páginas traduzidas foi para o Inglês – 14.92%, seguindo-se o Francês (8.25%) e o Alemão (6.45%). Apenas 0.38% (6.680 páginas) foram traduzidas para ouras línguas europeias.
As traduções para a Comissão Europeia custam 330 milhões de euros por ano, ou pouco mais de 1 euro por cidadão. A Comissão Europeia justifica o custo dizendo que "Como uma organização democrática, A UE tem de comunicar com os seus cidadãos na sua própria língua". Parece que a verdadeira justificação não é o interesse das pessoas, mas as taxas de juro no banco.
In 2000, a CE informou os órgãos representativos, tais como os Euro Info Centres, que os seus documentos seriam emitidos apenas em Inglês. A recente decisão do Tribunal de Justiça Europeu encontra-se em conformidade com essa tendência. A capital da Europa não é nem Estrasburgo nem Bruxelas; é a cidade de Londres.
(1) curia.europa.eu/juris/document/document.jsf?text=&docid=164093&pageIndex=0&doclang=EN&mode=req&dir=&occ=first&part=1&cid=114406
(2) one-europe.info/translation-in-the-european-union-facts-and-figures

Traduzido por: Tania Martins
E-mail: tania@tradutan.com
Website: https://pt.linkedin.com/in/tradutan

Serviços: Tania Martins traduz do Inglês/Alemão para Português e presta serviços de edição de conteúdo, consultoria e texto original para impressão e web. A sua experiência centra-se no sector técnico, comercial, jurídico e marketing.



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